quinta-feira, 26 de abril de 2012

É tudo claro demais, fácil como dois e dois são cinco, criado em cativeiro, domésticado, lidado como a vida em praias do norte, ventos do sul e poemas entre leste e oeste, só casos de casas que nunca caem, vibram e dançam, amam, querem o teu, nosso mundo que assim, somente se faz, por você estar, em todo, naquele lugar, que bate aqui, no meu peito.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O menos se foi, deu adeus pra nunca mais, no mais, só mais, nesse nosso, mais e mais que sou teu, em trezentas formas e dias, meses, séculos e piscadas dos olhos, teus olhos de neon, invejados por fadas e anjos, amigos, amados, e por mim, bobo, viciado, sou, teu, teu, teu. A vida vive deitada ao meu lado, me beijando a cada amor novo, vindo dos teus lábios, esse amor, nosso amor de antes, inventado, criado por uma, ela, minha deusa, e que, no eu mortal, esse aprendiz de ti teme a perda dos teus meigos, dengos, choros e berros, aquilo vindo de dentro, por fora, em meio, meio de mim. Um dia, duas noites e oito décadas de nada servem, não são, nem vão, colocar-me junto ao teu belo, ser se ser, livro bom, de carne e cobre, me cobre, te cubro, de ouro e mar, por ti e contigo, meu bem, um sempre, teu sempre, em três de cem, um eu estar, te amar.

terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sou - ser - sei

A urgência dos fatos se fez mais forte, por ali, no aculá daqui, eu fiz o que queria ver, aquilo que não se leêm em letras, tudo era corrido, transposto pelo sangue, negado em olhar, e agora, escrito, estreito. Deve de haver algum segredo por trás das folhas que caem no outono, elas, sem um aviso prévio, se fazem de mortas, de abrigos para tantos, um verbo posto, pago, e por mim entendido, no básico, o porque se coloca na presença, levantando a mão o mais alto possível só pra que visto de longe, eu, o chame. Talvez isso tudo seja sentimental demais para muitos, complexo, ou mais, chato, mas para mim, a verdadeira colocação, seria um escape, nos três angulos existentes, em meio a uma batalha pela conquista do Corredor Polonês, ou até mesmo na varanda de minha casa, essa feição abstrata, em colar naquele que não me ouve, se fazendo de cego, mudo, sentindo em mão, carne, nessa junção de palavras sem nexo, vendo, sigo, quero, aperto o play, seguro a onda e assim faço, o eu funcionante, que me escapo no só: sou, ser, sei.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Amando, amar, amado

Te dei as cores, as mais fortes, com o dedo, tu, tão linda, me fez, de volta, em vento, o mundo agora meu colorido era um aonde, eu ia, sem radar, sem me achar, e sim, só me amando. Colocado em meio ao meio, eu me fiz em ciumes, mas ta tudo bem, sereno, em paz no estar, contigo, sem-tigo, e rindo, da vida, viver no fio da maldade, felicidade em noves fora, e sem caber, amar. Tudo e quase nada se abraçaram, um todo, outro lado de ser assim, preferir assim, juntinhos, os velhos desejos por cima de novos sonhos, fechando os olhos, me sente, em fé, de pé, mergulhando pelos muros do querer, você. Foram mil, cem, dois talvez, mas senta aqui, que eu te conto, meu coração é de todo um teu, não há nada que bata, diminua, aqui, o que sinto, por querer sentir, um par, sem divisão, me faço de novo teu, como fui, e ainda sou, mais uma vez, repito o ser, o sujeito, aquele, teu, só teu, amado.

quarta-feira, 21 de março de 2012

É que na verdade as coisas são apenas coisas, mas contigo, as coisas que são coisas, se tornam um tudo de belo.