domingo, 23 de março de 2014

Inspiração em corpo e brilho

Tua vida, desejada por mim, um elixir feito de vontades guardadas em segredo, meu. Segredo que tu sabe, eles sabem, quase o mundo, os mudos, surdos, mortos e os que virão, eles querem. Não preciso de versos, nem das músicas, muito menos de céu e mar, cá estou, a lembrar do teu rosto, da tua charla antiga, dos teus cabelos loiros, e da tua boca marcada em vermelho, ah, tua boca, inspiração de Drummond e que, tão minha quanto não, me atormenta, ela, você e o talvez do beijo que aparece no fim do filme, desse alguém, dos 500 dias contigo, das valsas de terça, um terço de mim, dos Beatles e daquela pizza de agora, tudo teu, teu menina que dança, que me encanta e que me espera entre as portas do armário, boba e linda, mais linda. Me deixa, por três ou quatro segundos, no quarto, em teu corpo, no nosso brilho, me deixa e depois sente, vontade e saudade, gosto, desejo, me deixa ser teu, e vem ser de fato aquela que nos prende, nas conversas, no embalo dos risos, nos planos feitos, desfeitos, sem jeito, eu sigo por ainda tu ainda ser, aquela que virá, e virará o meu modo de ser, ter e ver, o amor, o nosso amor.

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