sexta-feira, 14 de março de 2014

 
Ela veio de repente, meio que no singular, me fez mudar, sentir o querer estar sempre perto, colado, nos risos e nas prosas, nos contos do vigário, na relevância das coisas ditas, em telefone e mente, ela veio pra ficar, chegou, chegou. Nos lábios como labirintos, nessas mil bocas, fiz morada, no carnaval cantando e pulado em quarto, fiz morada, nas vontades do ver, fiz questão de aparecer, de sentir, de até cogitar: vamos ficar, iremos ser. É uma coisa lascada, quebrada, sem junção, mas que no fim, no meio e sendo começo, a gente se gosta, se sente o gosto, do mais mais, do se fazer mulher, ela homem, dois corpos de fogo, em pele, amor e brasa, sol do meio-dia, toda essa semana, tudo o que quero, nada pra depois, nem que seja em todo dia dois, fujo, me escondo, e deixo o resto que não seja ela, pra lá, cá, vem, chega. Na base da semelhança, deveríamos nos juntar, pegar os troços, o terço, aquela surpresa e as algemas, sem me perder, me prender, e te ouvir, ah, ouvir tua voz, tuas histórias inacabadas e minha vontade de ser teu fim, vamos tentar, iremos ter. Lados da carta, nunca duvidei do meu sabor, de que gostei dela desde quando nasceu, tu e aquele sentimento, eu e os verbos, sem ninguém entrar, acabou de começar, chegou, ela fica, muda, me faz tentar, no reverso, volto para labiar e somente aNar (amar).

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